Patrimônio de Marcos Rogério aumentou 3 vezes entre uma eleição e outra

News3

Tem que ver mesmo

                       Na última quarta-feira, os deputados estaduais Hermínio Coelho e Jesuíno Boabaid subiram à tribuna da Assembleia e fizeram graves acusações contra o deputado federal Marcos Rogério(DEM). O motivo dos discursos inflamados foram críticas feitas pelo parlamentar federal a Assembleia, que havia aprovado projeto de lei que cria o Conselho Estadual LGBTTT. O problema é que os deputados estaduais não criticaram o parlamentar de Ji-Paraná por sua opinião retrógrada sobre o tema, e sim sobre a evolução patrimonial de Marcos Rogério. Jesuíno chegou a cobrar da Polícia Federal e TCU que investiguem o parlamentar. E ele tem razão.

Olha essa

Marcos Rogério foi candidato a deputado federal em 2010 e não foi eleito. Ele assumiria o cargo alguns meses depois em função da perda de mandato de Lindomar Garçon, que na época teve que sair devido a uma manobra jurídica. Uma candidata da coligação teve os votos anulados e ela convenientemente não recorreu, o que forçou a nulidade eleitoral e a ascensão do segundo colocado, no caso Marcos Rogério. Porém, em 2010, o deputado declarou à justiça eleitoral um patrimônio de R$ 260 mil, que era um imóvel em Ji-Paraná (200 mil) e uma camionete S-10 (60 mil). 

Pois é

Só que em 2014, quando foi candidato à reeleição (e foi eleito), Marcos Rogério declarou R$ 733,005.50, ou pouco mais de 3 vezes seu patrimônio quatro anos antes. E nessa declaração ainda não constava o tal avião, que o parlamentar confirmou que é dono de “uma, de três cotas” de uma aeronave Baron, que segundo ele foi comprado com outros dois amigos. Mas o parlamentar gasta, e muito, com combustível de avião (em média R$ 6 mil/mês) e passagens aéreas, conforme notas por ele apresentadas a Câmara dos Deputados. Somente em março desse ano foram ressarcidos ao deputado, pouco mais de R$ 22 mil entre passagens e combustíveis. A gasolina para a aeronave é vendida pelo Aero Posto Yuri Comércio de Combustíveis que funciona em Ji-Paraná.

Mas, vamos voltar ao assunto principal

A evolução patrimonial deve sim ser explicada pelo deputado, já que por ser uma pessoa pública, que recebe (e gasta) recursos públicos, tem que ser transparente em suas despesas e receitas. Nos resta aguardar a declaração de bens desse ano, já que ele deve vir candidato à reeleição. Se mantiver esse ritmo de crescimento patrimonial, ele já pode ser chamado de “milionário”. A coluna tentou contato com o parlamentar, mas ele, para variar, não respondeu. À conferir sua declaração em 2018.

Arquivado

A Procuradoria Geral da República pediu o arquivamento do inquérito que investiga o senador Valdir Raupp, nesta quinta-feira. A investigação tratava de um suposto envolvimento do senador com tráfico de influência em favor da empreiteira gaúcha Brasília Guaíba. O inquérito havia se baseado na delação premiada do empresário Fernando Soares, o Fernando Baiano. Em agosto do ano passado, a delegada Graziela Machado da Costa e Silva, da Polícia Federal, já havia informado ao Supremo não ter colhido elementos suficientes que comprovassem crime de corrupção passiva por parte do senador. Para a PF, embora seja “moral e eticamente questionável o lobby”, não foram colhidos elementos suficientes do crime de corrupção passiva.

 

 Fonte(s) jiparanaaovivo

Compartilhe:

Deixe seu comentário