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Militares israelenses enviados a RO para combater queimadas chegam na reserva Jacundá

Os israelenses especialistas em combate ao fogo enviados para Rondônia chegaram na base militar montada dentro da Floresta Nacional Jacundá neste sábado (7), segundo o Exército Brasileiro (EB). A equipe de 11 militares decolou à reserva por volta das 8h. Conforme o EB, os trabalhos de combate às queimadas na região começaram assim que o grupo chegou. Entretanto, o Exército não detalhou se há focos pela região, mas reiterou que “sempre há riscos”. Na sexta-feira (6), o mapa de operação do Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional e Federal (Ciman) mostrava três focos na região da reserva. Na manhã de sexta, o Exército fez uma reunião com os israelenses para repassar detalhes sobre a situação das queimadas na Jacundá. O encontro foi realizado na sede do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Para ajudar no combate das chamas, o grupo de Israel trouxe equipamentos de alta tecnologia, como drones e sensores tecnológicos. Há ainda um aplicativo desenvolvido para o trabalho. Ao todo, em agosto, os municípios de Porto Velho e Candeias do Jamari (onde está a UC) tiveram, respectivamente, 2.021 e 588 alertas de queimadas no BDQueimadas (satélite de referência, Aqua). Até este sábado (7), Porto Velho registrou 114 focos e outros 15 também foram identificados em Candeias do Jamari, segundo o Inpe. No fim de agosto, o Exército divulgou imagens das Forças Armadas tentando controlar os incêndio na reserva Jacundá. Na ocasião, Prevfogo, Força Nacional, soldados do EB e bombeiros foram enviados à reserva para combater os focos de incêndio.

Reserva Jacundá

Criada em 2004, a Flona Jacundá está localizada ao norte do estado de Rondônia e tem uma área de 220.644 hectares. A unidade de conservação está localizada entre os municípios de Porto Velho e Candeias do Jamari. Segundo o Ministério da Agricultura, o Plano Anual de Outorga Florestal 2009 autorizou a concessão de 112 mil hectares da Jacundá para o manejo florestal.

Trabalho de combate

A Operação das Forças Armadas em Rondônia tem o objetivo de cumprir a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no dia 23 de agosto. Em Rondônia, o Exército está oficialmente à frente da Operação Brasil Verde desde 24 de agosto. Segundo o general Luciano Batista de Lima, o maior obstáculo encontrado na ação é a dimensão da Amazônia. Conforme o EB, oito pessoas foram presas na primeira semana de ação contra os incêndios no estado. Entre as apreensões divulgadas pelo Exército constam: cinco motocicletas, 41 m³ de madeira, um caminhão, uma motosserra, uma espingarda e quatro cartuchos não deflagrados. A estimativa é que R$ 994.775,00 em multas foram aplicadas no período. O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) instaurou um procedimento no dia 28 de agosto para acompanhar as ações de políticas públicas voltadas ao combate das queimadas urbanas e rurais em Porto Velho. Ao longo de 13 dias da operação Verde Brasil, segundo o Exército, mais de R$ 4,5 milhões de multas por desmatamento foram aplicadas pelos órgãos fiscalizadores que atuam na operação. Dos aviões Hércules C30 enviados a Rondônia pela Força Aérea Brasileira, o único que ainda estava em Rondônia retornou ao Rio de Janeiro (RJ) nesta semana. Somente pela 17ª brigada, 1.050 militares do Exército atuam na operação. Conforme o general Luciano Batista de Lima, juntando com equipes da Força Aérea Brasileira, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar Ambiental, da Polícia Militar, do Ibama, do ICMbio e a Força Nacional, o Exército estima que há 1.202 combatentes, entre homens, mulheres, militares e civis. Fonte: G1.Globo
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